Plano Nacional de Banda Larga: Meta possível ou utopia? Parte III (Final)
No documento proposto pelo Ministério das Comunicações há diretrizes para o cumprimento das metas do plano nacional de banda larga, são elas: diretrizes para estímulo à competição, financiamento das telecomunicações, diminuição da carga tributária, diretrizes regulatórias, gestão do espectro, diretrizes para programas do Governo Federal, para o fomento das “cidades digitais”, para telecentros, para fomento industrial e desenvolvimento tecnológico.
Todavia, assim como o próprio texto afirma, as diferenças socioeconômicas no Brasil são grandiosas. Acompanhamos nos noticiários diariamente fatos sobre educação precária, desemprego e até mesmo a exclusão digital da população. Diante desse cenário é realmente possível implantar até 2014 a democratização do acesso a internet via banda larga?
Com a implantação de um sistema nacional de banda larga este se tornaria mais item na lista de pendências governamentais ou um auxilio na resolução das disparidades? Visto que o documento afirma que na “’economia do conhecimento’, onde informação e conhecimento são instrumentos de trabalho, a infraestrutura de acesso a Internet em banda larga é vista como essencial para o desenvolvimento e competitividade das nações.” (Sumário Executivo).
Ainda há questões empresariais em torno do plano nacional de banda larga, já que atualmente são poucas as empresas que oferecem esse serviço no Brasil, é preciso alinhar as expectativas governamentais com as empresariais e assim cumprir a meta de 90 milhões de pessoas terem acesso à banda larga em seus domicílios até 2014.
Se a globalização é uma fábula, perversa ou possível de outra maneira mais humanizada, o Brasil pretende integrar a sociedade nas características que a compõe, pretende-se uma sociedade conectada com o mundo e com as demais culturas.
Para que o plano nacional de banda larga aconteça de fato é preciso diminuir os incidentes de corrupção e dedicar as atenções para as atividades que determinam a essência da sociedade, a educação e a empregabilidade dignas. Segundo o sumário executivo, o Ministério das Comunicações pretende preparar um país apto para receber dois grandes eventos mundiais, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, de fato o país necessita de infraestrutura capaz de suportar tal demanda e, sobretudo de pessoas preparadas.
Banda larga para todos é possível e pode ser um álibi importantíssimo para suprir as carências básicas do país, desde que o investimento não seja voltado para poucos e que de fato as tecnologias da informação e de comunicação sejam democratizantes.
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Vejamos, se a sociedade detecta uma crise no indiv